Teoria do Divergente
"A teoria do divergente é a seguinte: pela teoria do eletromagnetismo, sabemos que a divergência do campo magnético é nula. Isso significa que não existe monopolo magnético; um polo só existe se vier acompanhado de outro polo. Sempre vêm em pares.
Agora, vamos pegar o ‘vetor Luã’, que seria o vetor de intensidade Lu apontando para uma direção ã que, na prática, não existe nas coordenadas cartesianas. Essa direção é fictícia. Se tentarmos calcular o divergente do vetor Luã nessa direção inexistente, o resultado será zero.
Ou seja, o divergente de Luã também é zero.
O que isso significaria filosoficamente? Significaria que não existe um “Luã monopolo”, um Luan sozinho no universo. Para haver um “polo luânico positivo”, precisaria existir também um “polo luânico negativo”, um polo oposto que o completa.
Fazendo uma extrapolação simbólica, isso poderia significar que eu não existo plenamente sem minha alma gêmea. Se minha existência é válida — e segundo Descartes, “penso, logo existo” — então **também existe alguém que corresponde a mim, em algum lugar do Ser."